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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
1º de Dezembro de 1640

1º de Dezembro de 1640

Uma vez, fui passear com três amigos.
Fomos para o campo e chegámos lá e sentámo-nos. E um disse assim: - Conta uma história mas que seja verdadeira.
E eu comecei: - Lembram-se quando cá estavam os espanhóis?
- Lembramo-nos muito bem.
- Pois isto foi no 1º de Dezembro quando nasceu a liberdade. Eu estava mesmo em frente do palácio real. Às nove horas da manhã abriram as portas do palácio e os conjurados entraram por ali dentro que não foi brincadeira. Mataram os soldados que estavam de guarda ao palácio. Um soldado pegou numa faca e ía dar uma facada a um conjurado. Eu vi aquilo e peguei logo na minha espada de pau feita do cabo da vassoura e fui muito devagarinho por detrás dele e dei-lhe uma cacetada na cabeça que ele até desmaiou. E o conjurado disse-me: - Olá! Então tu salvaste-me a vida? Espera lá fora que eu já te recompenso. E ele foi lá para dentro e eu entrei pela porta da cozinha e dei um chuto no cozinheiro que logo se arrumou para o lado. Então, cheguei lá dentro e vi o senhor Vasconcelos a tomar o pequeno-almoço. E eu disse-lhe: - Olá! Já sabe que hoje acabou a paródia? E ele disse que não sabia e então escondeu-se à pressa  no armário dos livros e eu perdi-o de vista.
E já estava tudo derrotado e só faltava esse fulano e a prima do Rei. Então, chamei os conjurados e como vi o armário a mexer, disse: - Está ali dentro!
Eles foram, tiraram-no cá para fora e veio um conjurado à varanda e diz: - Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei D. João IV!...
Atiraram o senhor Miguel para a rua e já só faltava a prima. Então, estava ela a ler a Crónica Feminina e eu peguei no livro e espetei-lho na cara. Ela disse: - Quem é que me está a faltar ao respeito? E um conjurado disse: - Se a senhora não quiser sair pela porta, sai pela janela. E ela disse: - Tão amável!... E saiu pela porta mas foi presa.
E os conjurados disseram então: - Viva este rapazinho que nos ajudou tanto e me salvou a vida!
Depois deram-me um cavalo de pau e uma espada de verdade. E a minha espada de pau está agora num museu.
E os meus amigos bateram palmas e disseram: - Foi verdade que fizeste isso tudo? E eu disse: - É. E então fomos para casa muito contentes. E eu disse: - Agora que venham cá chatear mais esses senhores espanhóis que eu lhes digo o que faço: dou um biqueiro em cada um que até andam de asa.
 
João Manuel – 10 anos
Retirado do livro “A Criança e a Vida”
 
 
 
Yulunga

 

publicado por yulunga às 17:16
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