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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2004
Comentário sobre o Aborto
Este comentário deveria ter sido escrito no blog O-Micróbio mas como é demasiado extenso resolvi escrevê-lo aqui como se de um artigo se tratasse.
Principalmente no Blog http://o-microbio.blogspot.com e precisamente no Post: “Pontapé na Barriga” tenho lido de tudo relativamente à questão do aborto: opiniões fundamentadas em avançadas pesquisas; opiniões com bases políticas, religiosas, médicas, eu sei lá mais o quê; opiniões baseadas apenas no sentir de cada um sem qualquer tipo de influência das anteriormente referidas. Tenho lido um sem número de opiniões, incluindo a opinião sobre o facto de estarmos a lidar com um ser humano ou com uma massa biofísica apenas. Eu não sei, nem mesmo os cientistas são unânimes nessa matéria, como tal quem sou eu para opinar sobre isso. Resolvi ler com calma todos os comentários e dar a minha opinião baseada num raciocínio o mais linear e despretensioso possível e indo ao ponto fulcral do problema.
Nos últimos anos, tem-se organizado campanhas à escala mundial para levar a opinião pública e os Governos a aceitarem o aborto, com os pretextos mais variados: evitar os traumatismos psicológicos da mãe, ou mesmo dos filhos já existentes e parentes; acabar com o aborto clandestino e os seus riscos. Mas a experiência dos países que legalizaram o aborto, como, por exemplo, o Japão, não revela nítidos progressos na diminuição do número de abortos clandestinos e da taxa de mortalidade, nem na defesa da saúde da mãe.
Legalizando o aborto em todas as situações, este passará a ser feito nos hospitais, e logicamente, sem o menor risco para a saúde da mãe. Até aqui nada de novo.
Os traumatismos psicológicos: Quantas das vezes já vimos na televisão depoimentos de mulheres que recorreram ao aborto clandestino por necessidades várias, em que todas dizem que se pudessem não o teriam feito e que as marcas que o acto lhes deixou na alma, jamais serão apagadas. O acto de se matar uma vida ou uma célula ou seja o que for é o mesmo, seja ele feito de forma clandestina ou ao abrigo da lei. Legal ou ilegalmente o aborto deixa marcas a nível psicológico.
Recorrer ao aborto clandestino: Estando o aborto legalizado passará este a ser feito em hospitais públicos, privados, clínicas, centros de saúde, etc. de forma transparente. E por ser um acto médico legal deverá obrigatoriamente constar na ficha clinica da paciente. O aborto passará a figurar no historial clinico de forma tão normal como uma simples prescrição de um medicamento para a azia, ou como um efectuar de análises de detecção de anemia. Pois desenganem-se, e é aqui que a porca torce o rabo; o aborto não é um acto normal e terá sempre a ele associado um estigma bem marcado. Serão vários os motivos que continuarão a levar as mulheres a recorrerem ao aborto clandestino: a menor de idade que engravidou do brotha com quem anda a curtir de momento, e em relação à qual o médico terá que ter a autorização da família; a mulher de dinheiro que tem um nome a defender; a mulher que resolveu dar uma facadinha na relação amorosa; a mulher que é tão religiosa mas tão religiosa que bate no peito três vezes antes de dar a queca, mas que no final até lá vai e as coisas até correm mal; a mulher que por ser dona do seu corpo, engravidou e não quer mais um filho, nem quer que o marido saiba, porque por vontade dele até tinha mais um; a mulher que por viver em bairros pobres e onde a promiscuidade é grande, a visita às barracas vizinhas é quase uma “noblesse oblige”: ou a mulher que por já ter feito uns quantos, simplesmente não quer que se saiba, etc., etc. São muitas as mulheres e muitos os motivos pelos quais se continuará a recorrer ao aborto clandestino e nas mesmas circunstâncias actuais: Quem tem dinheiro vai á clinica, quem não tem vai à desmanchadeira e em termos de risco para a saúde, neste último caso, nada muda para a mulher que o faz.
Em minha opinião a questão da luta para a legalização do aborto não tem nada a ver com a preocupação do que realmente se passa com as mulheres, pois sabendo que mesmo legalizado, a mulheres recorrerão a ele de forma clandestina, e tenho a certeza que todos têm plena consciência disso, pois nunca o comentam. Julgo que a esta constatação já outras cabeças tenham chegado, não me é exclusiva e custa admitir que uma verdade se transforme em assunto tabu. Mas o que esses grupos e facções pró aborto querem mesmo é confrontar a Lei, os Governos e as decisões de uma maioria, “ad captandum vulgus”, subindo a um podium, recebendo uma coroa de louros pelo feito, publicitando-se e tirando os dividendos que houver a tirar em proveito próprio. Ousaria até dizer que esse tipo de grupos e facções preferem que as mulheres se mantenham na ignorância, pois eles causam mais impacto ao dizerem o corpo é vosso têm direito à decisão de abortar, do que dizerem busquem informação e nunca recorram ao aborto. É pena ver como partidos e grupos usam este assunto somente para se gladiarem e tentarem pôr a descoberto os podres do partido oposto ou do grupo que tem opinião contrária. O aborto que basicamente assenta em questões morais e éticas é usado, por esses mesmos grupos, como arma política. E é com palavras bonitas e debates acesos que vão enrolando a turba e que vão tapando o Sol com a peneira. Para mim, a luta desses grupos é uma ajuda dissimulada pois eles sabem que legalizado ou não as mulheres continuarão a recorrer ao aborto clandestino.
Existe uma lei, e é para se cumprir. Está legislado o que está, e ponto final. Perante todas as decisões existem duas opiniões: ou se está contra ou a favor. Vota-se, e a minoria tem que aceitar a maioria. Não haverá nunca uma decisão que seja do agrado de todos. Não podemos estar sempre a pedir a alteração de uma lei com a qual não concordamos, pois certamente a oposição irá agir de forma igual, e os assuntos nunca terão solução. Temos que aceitar a “derrota” quando é ditada pela maioria.
Continuo a dizer que há necessidade de informar, informar, informar e informar. Fala-se muito de sexo e pouco de sexualidade. Legislar, responsabilizar as pessoas e punir sempre que necessário. É assim que se passa ao longo da infância e da adolescência com as regras, princípios e valores que os pais impõem e transmitem aos filhos. É assim que se estrutura, é assim que se cresce. E isto tanto é válido para o desenvolvimento de uma criança como para o desenvolvimento de um país.
Yulunga
publicado por yulunga às 09:05
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42 comentários:
De Anónimo a 7 de Julho de 2005 às 18:46
Subscrevo. Mais vale tarde que nunca.escrevinhador
(http://www.presen.blogspot.com)
(mailto:filipe_24lit@aeiou.pt)
De Anónimo a 16 de Setembro de 2004 às 17:46
ATEISMO FOREVER
ATEISMO FOREVER
ATEISMO FOREVER
ATEISMO FOREVER
ATEISMO FOREVERmaniento
</a>
(mailto:maniento@tugamail.com)
De Anónimo a 16 de Setembro de 2004 às 17:37
ABORTO LIVRE JA
ABORTO LIVRE JA
ABORTO LIVRE JA
ABORTO LIVRE JA
ABORTO LIVRE JA
ABORTO LIVRE JAmaniento
</a>
(mailto:maniento@tugamail.com)
De Anónimo a 16 de Setembro de 2004 às 12:39
Yulunga, basicamente, a discórdia será essa das descrições.Montellano
</a>
(mailto:s_montellano@hotmail.com)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 18:03
Amanhã publicarei no Micróbio... uma carta que a Rebecca escreveu à sua mãe... até amanhã...Carlos tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 17:20
Montellano gostaria de saber com que parte do conteudo,para além das descrições(ponho um lol ok?),não concordas?Afinal isto está aberto a comentários.Yulungayulunga
(http://yulunga.blogs.sapo.pt)
(mailto:yulunga1@sapo.pt)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 16:58
Só falei no BE porque não sabia se conhecias a Joana. Quanto ao Carlos, esse infectado... se eu fosse a ligar aos nomes que ele me chama, estava feita! Ele gosta mesmo é de "picar"!Montellano
</a>
(mailto:s_montellano@hotmail.com)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 16:37
Carlitos,mas segundo li, a tese de doutoramento defendida pelo Chico, foi uma das melhores de há 30 anos a esta parte.Isto foi o que disseram aqueles a quem foi apresentada:Não sei o termo correcto que se intitula essas pessoas. Pena que uma pessoa dessas não esteja num partido de maior expressão politica, e que por vezes tenha um discurso tão limitado-discurso chapa 5 a que os partidos de esquerda nos habituaram.Yulungayulunga
(http://yulunga.blogs.sapo.pt)
(mailto:yulunga1@sapo.pt)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 16:28
Aqui que ninguém nos ouve, eu cá alinhava na conspiração dos elogios lá no sitio dele.Para ele ver o que são mulheres de fibra!Yulungayulunga
(http://yulunga.blogs.sapo.pt)
(mailto:yulunga1@sapo.pt)
De Anónimo a 15 de Setembro de 2004 às 16:27
Bloco de Esquerda?? Esse "partidizeco", como foi apadrinhado pelo Rui Rio´!!!Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)
De Arnaldo Ribeiro a 28 de Dezembro de 2010 às 18:44
JESUS CRISTO LIVRA A FAMILIA TERRENA DO MAL DO ABORTO COM O PODER DA FÉ: (ES.57.2) - (LE.6.1) – Há um mal que vi debaixo do sol, e que pesa sobre os homens: (DT.13.11) – E todo o Israel ouvirá e temerá, e não se tornará a praticar maldade como esta no meio de ti; (JR.15.5) – pois quem compadeceria de ti, ó Jerusalém? (LE.5.18) – Eis o que eu vi: (EC.25.26) – Toda a malicia é leve em comparação da malicia da mulher, sobre ela caia a sorte dos pecadores: ((ÊX.32.31) - Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si deuses de ouro: (SL.57.2) – Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa: (LM.2.20) – Vê, Senhor, e considera a quem fizeste assim! Hão de as mulheres comer o fruto do seu carinho? Ou se matará no santuário do Senhor, o sacerdote e o profeta? (JÓ.10.18) porque, pois, me tiraste da madre? Ah! Se eu morresse antes que olhos nenhuns me vissem; (JÓ.81.16) – ou, como um aborto oculto, eu não existi ria, como crianças que nunca viram a luz:(JÓ.5.4)–Os seus filhos estão longe do socorro, são espezinhados as portas e não há quem os livre: (LE.8.11) – Visto como não se executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal: (HC.2.2) – O Senhor me respondeu e disse: (IS.7.7.) – Isto não subsistirá nem tampouco acontecerá: (ÊX.23.26) – Na tua terra não haverá mulher que aborte, completarei o numero dos teus dias; (1CO.15.45) – pois assim está escrito:(AR.916.64)

(Na pagina 156 da Bibliogênese: São 973 letras e 56 sinais que revelam isto):

Eu sou o Espírito do Senhor Deus, do vosso Pai Eterno, que testei as almas dos filhos de Adão e Eva na minha Lei, e que hoje diz a verdade aos Homens e as Mulheres, na ação de um Santo Profeta que crê, ama, luta e tem falado por mim: Escutai, entendei, amai e lutai; pois haverá bom futuro no Homem que se faz filho do amor, e que se levanta como esse Ser Espiritual iluminado, como o Cristo: Agora existe outro Cristo com o poder do seu Deus, e não haverá mais a malicia do diabo, nem o abominável mal do aborto; porque aqui o Filho do Homem decreta e promulga esta sentença na Santa Lei de Deus: Quem praticar o aborto na obra da criação, cometerá uma loucura e um pecado imperdoável, pois o aborto provocado será considerado como crime de morte na terra do futuro povo Cristão: Então, tanto os homens como as mulheres já passaram a ser pecadores conscientes à luz do saber de Israel, e também não poderão escapar da mão do Senhor, como execu-tores desse crime: Testemunhai que Cristo veio ensinar aos Cristãos como executar as nossas leis e estatutos, e a espiritualizar as almas das crianças, ao ler à si: O Senhor Deus provou aos Homens e às Mulheres que eu existo como o Cristo? E seguireis o nosso Espírito que não mor-rerá? (IL.973.56)

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